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Conhecendo Deus em todo tempo
08/27/2017 publicado por

“A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Cor. 12.9)

 

É interessante como, em momentos de dificuldade, a nossa percepção acerca de Deus é totalmente diferente daquela em que os dias são de paz e tranquilidade. Quando o dinheiro, não importa quanto se tenha, já não é a solução para determinada questão; quando já não é possível conquistar algo pelo status social que se possui; quando conseguir suprir o lar com o alimento é uma luta diária; quando já não se tem mais saúde física para manter-se de pé… Deus é a nossa única solução!

Por que não conseguimos, na saúde e bonança, nos dias de paz e prosperidade, dar a Deus a importância que damos quando o quadro das nossas vidas é totalmente caótico? Onde esquecemos Deus quando conseguimos possuir os bens que tanto dizemos “precisar”? Onde O deixamos quando vemos que todos a quem amamos estão gozando de saúde e felicidade? O fato é que não enxergamos Deus até que não exista nada que possamos fazer por nós mesmos. Ao invés de darmos a Ele a honra e glória que Lhe são devidas, em todo tempo, em qualquer circunstância, só recorremos a Ele com dedicação nas últimas instâncias. Por que somos seres tão condicionais, tão insatisfeitos, tão superficiais? Por que não enxergamos além das necessidades terrenas? São tantos porquês e uma única certeza: de que, até que Jesus volte, estará diante de nós a natureza pecaminosa. Resta-nos procurar viver como quem está disposto a passar pelo processo intenso, doloroso, difícil, porém edificante e permanente da santificação, seguindo os conselhos de homens cuja vida é inspiração para nós nos dias atuais.

Sejamos humildes, enxerguemos além – Oro para que sejamos como Paulo. Se existe alguém que tinha algo em que se gloriar, esse era Paulo! O que dizer de alguém que recebeu do Senhor revelações e visões, que foi arrebatado? Ao contrário disso, Paulo se gloriava nas fraquezas (2 Co. 12.9) ao ponto de ter prazer nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, em tais coisas Paulo via o poder de Deus se manifestando. Que tremendo isso!

Sejamos satisfeitos com aquilo que temos recebido – Somos uma máquina tola de consumir. Pecamos quando, na ânsia de ter, priorizamos bens gastando tempo e recursos em algo que não é eterno, e, tendo conquistado o objeto de desejo, já não estamos mais satisfeitos, queremos sempre mais. Paulo, mais uma vez, nos deixa uma lição: ele nos chama para aprendermos a estarmos sempre satisfeitos com aquilo que possuímos (Fp. 4.11), mais que isso, ele nos mostra que é perfeitamente possível viver em paz tanto na abundância quanto na necessidade (Fp. 4.12-13). Ele sabia que podia todas as coisas e passar por qualquer situação porque sabia de onde vinha a sua força. Não partia dele mesmo! Eis o nosso erro: só recorremos a Deus quando não conseguimos dar o nosso jeito.

Sejamos totalmente dependentes – Há algo tremendo que vem da graça que recebemos: o poder de nos fazer dependentes dela. Nós deixamos de olhar para nós mesmos para contemplar algo maior, isso porque, na graça que recebemos, não há méritos próprios, logo, não há reivindicação, só graça.

Quando entendemos isso, sabemos que nada podemos fazer por força própria e vemos Deus acima de todas as circunstâncias, ou seja, enxergamos a Sua Soberania de maneira mais clara e conseguimos, seguramente, confiar nEle, de maneira que, em momentos difíceis, temos a certeza de que nossa leve e momentânea tribulação produzirá, não temor, desespero, aflição, murmuração, mas peso de glória; e, em tempos de paz, permanecemos firmes, constantes e sempre abundantes na obra do Senhor.

 

Por Christiany Braga

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