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Indústria pornô alimenta o tráfico sexual, alerta cineasta
07/13/2017 publicado por Katia Oliveira
“A verdade precisa ser descoberta, expor o que realmente está acontecendo na indústria", afirmou Andrew Douglas

 

O The Gospel Herald divulgou a produção de um documentário feito por um cineasta cristão. Produção da White Shadow Films, Ten Million Throwaways [10 milhões de descartáveis]contou com um trabalho do australiano Andrew Douglas, que percorreu vários continentes e entrevistou várias pessoas que, em algum momento, foram ligadas à indústria da pornografia.

 De acordo com alguns dados apresentados por meio da produção audiovisual, constatou-se que o tempo médio de vida de uma atriz pornô é de apenas 36 anos, um novo vídeo pornográfico é carregado na internet a cada 39 minutos e que a cada segundo mais de 3 mil dólares são gastos em pornografia na internet.

“Como cristão, sinto-me impelido em fazer filmes verdadeiros, não importa o que seja o assunto. Eu acredito que esses tipos de assuntos precisam ser trazidos ao público em todo o mundo e ser tratados de frente. Embora a pornografia seja um tabu a ser discutido, acho que a verdade precisa ser descoberta, expor o que realmente está acontecendo na indústria”, afirmou.

Segundo o Gospel Herald, todos os entrevistados de Ten Million Throwaways foram abusados ​​sexualmente quando crianças ou consumiram material pornográfico neste período. Entre as fontes, estão o músico Jason Chu, as ex-atrizes Crissy Moran e Jan Villarubia e a ex-dançarina Harmony Dust.

 A produção audiovisual, ainda, conta com narração de Michael Madsen, que participou em obras como Kill Bill e Sin City. Com o documentário, o cineasta apresenta a tese de que entretenimento da pornografia é diretamente vinculada ao tráfico de seres humanos.

“As pessoas geralmente não associam a pornografia ao tráfico sexual, mas é exatamente o oposto. Depois de consumir pornografia por tantos anos, a progressão natural é procurar experiências físicas. A próxima parada seria uma prostituta. As meninas traficadas estão chegando no início da adolescência, ainda mais jovens antes da idade com consentimento legal”, afirmou Andrew.

 O cineasta ainda alerta para outras questões. “Infelizmente, no momento, as pessoas não pensam nas consequências devastadoras, como os casamentos fracassados ​​e a próxima geração crescendo, sendo um produto do divórcio”.

“A pornografia muda os caminhos neurológicos do cérebro. É muito difícil parar com esse vício. Pare de assistir pornografia, cada clique impulsiona a demanda. Se as pessoas parassem de clicar, a pornografia não produziria receita e isso tornaria o trabalho dos produtores mais difícil. Não é algo facilmente combatido. Cabe ao indivíduo tomar uma posição”, alertou.

 

Fonte: Gospel Prime