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PECADO NÃO É BRINCADEIRA
11/09/2017 publicado por

Dia desses, em meu momento devocional, deparei-me com um verso em Jeremias que prendeu minha atenção. “Mas será que é a mim que estão provocando? Pergunta o Senhor. Não é a si mesmos, para sua própria vergonha.” Jr 7.19. Geralmente, pensamos que o nosso pecado ofende a Deus, isto é verdade mesmo e muito grave, mas normalmente não refletimos sobre as consequências que ele ocasiona diretamente a nós e a todos com quem nos relacionamos. Coloquei-me a pensar que, como Judá, também trazemos muita vergonha, humilhação e destruição sobre nossas vidas e relacionamentos porque simplesmente nos recusamos a ouvir as advertências e orientações do Senhor.

Na seção bíblica registrada em Jeremias capítulos 7 a 10, conhecido como o Sermão do Templo, o profeta é colocado à porta do santuário para denunciar a condição espiritual degradante do povo e suas práticas detestáveis e para chamá-lo ao arrependimento. Infelizmente, Judá não deu ouvidos às advertências, não se arrependeu dos seus maus caminhos e terminou colhendo os efeitos devastadores do seu pecado e rebeldia. O povo viu sua nação destruída, inclusive o templo de adoração ao Senhor, e foi levado cativo para Babilônia. Judá loucamente desonrou a Deus, mas pagou na própria carne o preço da sua obstinação. Você já teve que lidar com as consequências do seu pecado? O quão devastador foi o resultado para sua vida e para tudo em volta?

É certo que nossa forma contumaz de agir, de falar, os nossos pensamentos perversos, desonram a Deus. Disso não há dúvidas, mas como Judá, nós é que somos os prejudicados. É sobre nós mesmos que caem a vergonha, confusão e dor por nossas escolhas erradas e por nossos maus caminhos. É assim: “Quem peca contra mim violenta sua própria alma. Todos os que me aborrecem amam a morte.” Pv 8. 36. Quanta morte atraímos por não andarmos perto de Deus, segundo sua vontade: casamentos são destruídos, filhos magoam pais com sua rebeldia e obstinação, pais perdem os filhos por agirem de forma estúpida e descuidada, familiares e amigos são traídos e abandonados, injustiças são praticadas. Obviamente, tudo isto gera muita destruição e dor.

Diferentemente do povo de Judá, oro para que sejamos sensíveis a voz do Espírito Santo que conosco está e que é o agente de convencimento do pecado, da justiça e do juízo. Oro também para que, se ou quando negligenciarmos nosso compromisso com Deus, tenhamos o nosso coração quebrantado e nos arrependamos das nossas más escolhas a fim de que não enfrentemos o juízo do Senhor nem nesta vida e muito menos na eterna. Que o nosso Pai Celestial nos ajude e nos sustente em fidelidade e compromisso com ele, vivendo uma vida justa e íntegra, que resulte em sua honra e gloria e na alegria daqueles que nos cercam. Amém!

Por pastora Sônia Ribeiro

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